Papa Chico

Teto Capela Sistina

Annuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam. Eminentissimum ac reverendissimum dominum, dominum JORGE MARIO, Sanctae Romanae Ecclesiae cardinalem BERGOGLIO, qui sibi nomen imposuit FRANCISCO.

E assim foi anunciado o novo Papa. Francisco. Simplesmente Francisco. Mas qual Francisco? O de Assis, o de Paula, o Xavier? Ainda teremos que decifrar o qua há por trás deste simbolico e inusitado nome que o Papa escolheu. Isto vamos deixar o tempo ir explicando, pois o que me importou agora e me impactou foi a primeira vista do novo Papa. Diferentemente de Bento XVI este me agradou de cara, somente pela cara, mas cara não quer dizer nada. No entanto ao vê-lo senti uma fragilidade de filho e dele um semblante de Pai, o que de certa forma deveria mesmo ser, pois Papa não é o pai?

Engraçado como minha vida vai sendo permeada pelos conclaves. Vejamos em ordem decrescente:

Francisco I (2013) às 15:06 estava na sala de espera de um consultório. Espera do lado de fora ser chamado por alguém para dar alívio a minha dor. Ao ouvir o anúncio na TV desta ante-sala meu coração disparou. Estava mais uma vez vivenciando a história.

Bento XVI (2005): Praticamente o início do longo e definitivo trabalho no empreendedorismo e as viagens pelo mundo.

 João Paulo II (1978): Ídem abaixo

João Paulo I (1978): O encontro com a realidade da vida de muito trabalho e luta.

Paulo VI (1963): A star is born. Euzinho.

Francsicos, Bentos, Joães, Paulos. Quantos ainda vou acrescentar em meu currículo? Nesta efêmera vida de tão curtos anos, vou me sentindo privilegiado. Até aqui me acudiu o acaso. Os santos. Ou quem sabe o destino predeterminado. Entre ansiedades e gozos, desilusões e prazeres, vou levando.

Apodero-me aqui de um ensinamento bíblico em interpretação livre: Ao homem não é dada a segunda chance para a angústia. Ela só existe uma vez, no entanto e infelizmente durante toda sua existência.