I drove all life

A legião Urbana perguntou: quais são as palavras que nunca foram ditas? Todas já foram ditas.

Agora para mim é hora de dizer que já disse tudo que gostaria de ter dito, até aqui, aos 50.

Guilherme Arantes em “Pedacinhos” também disse adeus: “adeus também foi feito pra se dizer: Bye bye, so long, farewell”

Hasta la vista! hasta pronto! Au revoir!

Em todos estes 263 posts quiz falar um pouquinho do que penso da vida e toda sua magnitude, das minhas tristezas e alegrias. Das decepções e conquistas. Às vezes acaloradas, outras melancólicas. Falei das músicas que me fazem estar vivo. Das pessoas que me foram e são essenciais. Mas agora já não há mais o que dizer de mim mesmo. Ficar se repetindo, repetindo, repetindo…como uma cigarra até explodir, não quero.

Deixo aqui algumas fotos dos meus 50 anos, agradecendo a todas as pessoas que vieram e um último vídeo que me traz sensações multimaravilhosas: Roy Orbison em uma de suas mais belas canções. O vídeo é lindo e celebra o amor. O amor jovial, sem compromisso, leve, como a vida deveria ser.

Sabe aquelas coisas primordiais de se fazer na vida: filho, árvore e livro. Então: Bárbara, uma floresta de eucalipto e cedro e Santa Maria, que se você quiser ler vou deixar o link para download. Você pode pedir ainda impresso no Clube de Autores: www.clubedeautores.com.br ou baixar gratuitamente na loja ITunes para ler no IPad. Santa Maria é um pequenino livro de contos que tinha guardado em minha mente. Faltava-me coragem de juntá-los. Mas, enfim, tomei coragem e até que gostei da experiência de brincar de Deus, pois o escritor cria seus personagens e dá a eles o destino que quer. Talvez escreva mais alguma coisa. Um romance. Quem sabe?

Mas a vida não acaba aqui. Aliás, a vida só acaba quando termina ;-) outros projetos virão.

Deixo também um pequeno trecho do livro Sobre a Brevidade da Vida do meu filósofo preferido: Sêneca.

“Enfim, queres saber quão pouco vivem os ocupados? Vê como desejam viver longamente. Velhos decrépitos mendigam em suas orações um acréscimo de uns poucos anos; procuram parecer menos idosos e lisonjeiam-se com mentiras e encontram tanto prazer em enganar a si próprios, que é como se enganassem junto o destino. Mas, quando uma enfermidade qualquer adverte-os de que são mortais, morrem tomados de pavor, não como se deixassem a vida, mas como se ela lhes fosse arrancada. Ficam gritando que foram tolos em não viver e que, se por acaso escaparem da doença, haverão de viver no ócio; então, tomam consciência de quão inútil foi adquirir o que não desfrutaram, e de como todos os seus esforços resultaram em  vão. Mas para aquele cuja vida esteve livre de preocupações, por que não haveria ela de ser longa? Dela nada foi transferido a um outro, nada foi atirado a um e outro lado, nada foi dado à Fortuna, nada desperdiçado por negligência, nada foi esbanjado com prodigalidade, nada ficou sem ser empregado: toda ela, por assim dizer, teve proveito. E, deste modo, por mais curta que seja, ela é mais que suficiente; e portanto, quando lhe vier o último dia, o sábio não hesitará em caminhar para a morte com passo firme.”

Pra finalizar: VIVA  A  VIDA.

Link do livro: SANTA MARIA – CONTOS

https://mega.co.nz/#!8AJwXByb!RCU04X1qSm5ZlegFgKE92Vn5-rA0G-aiHSDUiZ3vuY8

 

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